Resenha: A Menina que Tinha Dons – M. R. Carey

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A_MENINA_QUE_TINHA_DONS_1411999395BA Menina que Tinha Dons

 

Autor: M. R. Carey
Editora: Rocco Fábrica231
Gênero: Literatura Estrangeira
Páginas: 384
Pontuação: 🌺 🌺 🌺 🌺 🌺
Sinopse: “Cultuado autor de quadrinhos e roteiros da Marvel e da DC Comics, entre eles algumas das mais elogiadas histórias de X-Men e O Quarteto Fantástico, o britânico M. R. Carey apresenta uma trama original e emocionante em sua estreia como romancista com A menina que tinha dons, lançamento do selo Fábrica231. Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.”

A Menina que Tinha Dons conta a história de um mundo pós-apocalíptico, onde existe um fungo que fez boa parte da população da Inglaterra virarem Famintos, que são basicamente uma especie de zumbi. Alguns humanos sobreviveram e esses que sobreviveram estão em busca da cura para este fungo.
 
Neste livro conhecemos cinco personagens dos quais tem papéis distintos e totalmente importantes. Começamos com Melaine, uma menina de 10 anos que vive em uma cela dentro da base militar junto com outras crianças, em celas diferentes, ela e as outras crianças só podem sair de suas celas amarradas, e elas só saem para as aulas com seus professores, tomar banho e comer. Porém a grande motivação de Melaine é a Professora Helen Justineau, por quem nutre um amor lindo e fazendo de tudo para mantê-la bem e segura.
 
Helen é professora dessas crianças famintas que vivem dentro da base militar, ela defende Melaine com unhas e dentes, não importa o que aconteça e é contra muitos fundamentos da Caldwell.
 
Caldwell é uma cientista que está em busca da cura dos Famintos, porém seu estereotipo é de uma cientista maluca, considerada a vilã do livro. Mas na minha visão, não consegui vê-la como uma vilã, ela estava tentando salvar a humanidade, custe o que custar, ela só estava fazendo o trabalho dela.
 
Parks é o sargento da base militar e é de longe um dos personagens que mais cresce durante a narrativa do livro, ele visa manter todos os civis protegidos, não importa o que aconteça e é esse senso de proteção que irá ajudar os cinco personagens a sobreviverem depois da invasão dos Famintos e dos Lixeiros na base.
 
Por sua vez Kieran é um soldado que conseguiu escapar da base junto do sargento depois de uma invasão dos Famintos e dos Lixeiros, só que ele tem um diferencial, o soldado nasceu em um mundo pós-guerra e já sabendo da existência dos Famintos, com isso ele não conhece um mundo melhor, ele teve uma infância completamente conturbada e é um dos personagens com quem eu mais simpatizei por diversos motivos que se eu acabar contando seria spoiler.
 
Assim que acontece a tal invasão, os cinco se vêem juntos, tendo de confiar uns nos outros para chegarem até uma das cidades ainda habitadas por humanos para continuarem os procedimentos para achar a cura, mas nesse meio tempo é que as coisas esquentam e acontece diversas coisas que para saber só lendo o livro.
 
A história é contada em terceira pessoa só que focada nos pontos de vista de todos os personagens, assim dando muito profundidade para eles, nos sentimos conectados a tudo o que está acontecendo, sabemos seus pensamentos, suas ambições e seus medos, e acho que esse foi um dos pontos principais para tornar esse livro maravilhoso e completo.
 
No começo de A Menina que Tinha Dons, não acontece tanta ação, é mais uma base para você entender em que realidade você está entrando, mas depois que você conhece todos os personagens e suas tarefas dentro da base e logo depois de uma invasão dos Famintos e dos Lixeiros (que são humanos que não foram contaminados e vivem perto dos Famintos e visam só a sobrevivência), tudo começa a andar e acaba deixando a leitura extremamente agradável e te faz ficar completamente presa na história.
 
O final, pelo menos para mim foi algo inesperado, não sabia que o autor iria fazer aquela reviravolta, porém eu amei, foi surpreendente.
 
Se você gosta de livros que abordam o gênero distópico, pós-apocalíptico e até mesmo sobrenatural, A Menina que Tinha Dons é uma ótima aposta.
 
 
🌺 Página 232
 
“Não é só Pandora que tem um defeito inescapável. Parece que todos têm uma constituição tal que às vezes são obrigados a fazer coisas erradas e estúpidas. Ou quase todos…”

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